terça-feira, 19 de junho de 2018

Cocaína: origens, passado e presente


Ciclos de abuso de cocaína têm ocorrido através do mundo por mais de cem anos. O presente trabalho
tem por objetivo colaborar pelo aprofundamento da investigação histórica desse tema. Os autores
remontam o uso das folhas de coca, pelos índios da América do Sul, em aproximadamente 500 a.C.
No século XIX, a cocaína alcançou os países desenvolvidos da época, e foi introduzida no contexto
social e médico. É descrita a trajetória da cocaína no Brasil nos últimos anos, considerando-se o
consumo em estudantes de 1º e 2º grau, internações hospitalares e crianças em situação de rua. O uso
abusivo por um número crescente de pessoas traz conseqüências assustadoras para a saúde do
indivíduo e para a sociedade como um todo.
Palavras-chave: abuso de drogas; cocaína; história.

Flávia Campos Bahls
Saint-Clair Bahls

Universidade Federal do Paraná

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Crack: o enfrentamento é de todos


"As estimativas apontam para mais de dois milhões de usuários de crack no País,
ou seja, mais de 1% da população. Número alarmante que preocupa a sociedade"
Por maior esforço que o governo faça para combater o crack, não colheremos
bons resultados sem a participação da sociedade. O flagelo que interrompe o sonho de
milhares de jovens e adoece famílias em 98% dos municípios brasileiros é um agudo
problema de saúde e de segurança pública e deve ser encarado como um desafio social.
O crack é uma droga poderosa, com potencial para viciar o usuário em
segundos. Causa lesões irreversíveis no cérebro dos dependentes, e a facilidade com que
é produzido e distribuído pelos traficantes torna o produto barato, massificando o
consumo e ampliando a tragédia, exposta nos dramáticos cenários das "cracolândias".
Estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que o crack leva um terço
de seus usuários à morte, ocasionada, em 85% dos casos, não pelo seu uso, mas por
situações violentas associadas ao consumo. Além de gerar violência, a promiscuidade
de usuários gera gravidez indesejada. Futuras mães, em grande parte adolescentes, sem
condições mínimas para a maternidade e com risco de diversos problemas à saúde do
recém nascido. 

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Alcoolismo: uma breve revisão


Este artigo teve como objetivo comunicar os inúmeros efeitos colaterais do alcoolismo, seus riscos e os efeitos que esta droga pode acarretar ao organismo do individuo acometido por essa patologia. Trata-se de um estudo teórico que utilizou como método a revisão narrativa. Entendeu-se que os efeitos nocivos do álcool tendem a serem sentidos mais imediatamente no cérebro, por que a corrente sanguínea leva o álcool que se encontra impregnado no sangue para o cérebro e o tecido que constitui o cérebro faz uma grande absorção do álcool que ataca agressivamente o sistema nervo central (SNC). Percebeu-se que o problema do indivíduo acometido pelo alcoolismo permanecer desinformado sobre a gravidade da toxicodependência alcoólica se deve não apenas por causa da desinformação social, isto é consequência de uma escassez de um processo de psicodiagnóstico diferencial disponível para toda a população brasileira na rede pública de saúde. Discutiu-se brevemente a tecnologia da redução de danos com uma perspectiva crítica a realidade das praticas de prevenção a toxicodependência alcoólica.

Eduardo Mendes Medeiros 2018
eduardopsicologia88@gmail.com

Bacharel em Psicologia Clínica (2017) pela Faculdade Maurício de Nassau de Fortaleza, Brasil.

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Dúvidas sobre drogas


Quais os sinais do uso de quaisquer drogas?
É preciso observar alguns indicadores. Os identificadores abaixo são somente SINAIS DE ALERTA. Nem sempre são conseqüências de dependência química. CUIDADO para não rotular ou diagnosticar precocemente uma pessoa ao observar um ou mais desses sinais.

Sinais de alerta para ficar atento:
•Queda do rendimento escolar ou abandono dos estudos;
•Queda na qualidade do trabalho ou seu abandono;
•Irritabilidade, insônia ou ao contrário, depressão e sonolência e inquietação;
•Falta de motivação para atividades rotineiras;
•Amizades com dependentes ou usuários de drogas;
•Defende sempre o uso de drogas;
•Uso de óculos escuros mesmo sem excesso de luz, camisa de manga longa mesmo no calor;
•Presença de frascos de colírio ou frascos de "xaropes” e desaparecimento de objetos de valor.
•Brigas com a família ficam mais freqüentes;

Como as drogas agem no Cerébro?
As drogas têm efeito em vários órgãos do corpo humano (ver especificamente cada droga), mas o efeito básico que motiva a pessoa usar está no cérebro. Este pequeno grande computador que todos nós temos funciona como uma rede de conexões (neurônios) que se comunicam através de substâncias chamadas neurotransmissores. Cada função cerebral está relacionada a um ou mais neurotransmissores que estando numa quantidade ótima faz tudo funcionar bem, mas o excesso ou escassez de um, alguns ou vários deles provoca distúrbios relacionados à função que ele gerencia.
Por exemplo:
• O humor está relacionado com a noradrenalina, serotonina e dopamina;
• A agressividade, ansiedade e impulsividade com quantidade baixa de serotonina e alta de noradrenalina.
• O centro de satisfação no cérebro é comandado pela dopamina, mas o seu excesso provoca alucinações. Então podemos verificar que a nossa parte emocional embora tenha influências do ambiente em que crescemos, têm também uma base química cerebral que é onde as drogas vão atuar. Em última instância todas as drogas vão agir encharcando áreas do cérebro com dopamina, serotonina GABA (ácido gama-aminobutírico), norepinefrina e acetilcolina, em última instância exarcebando o circuito de recompensa, levando a uma sensação de prazer, bem estar, completude e é por isso que são usadas. As pessoas ao usarem as drogas sentem-se momentaneamente bem, mas os danos podem ser graves e às vezes irreversíveis. Algumas drogas são produzidas pela própria natureza como a maconha (THC), tabaco (nicotina) que são plantas, outras são semi-sintéticas (produtos naturais modificados) como morfina, codeína que vêm do ópio; outras ainda são totalmente sintéticas como barbitúricos e benzodiazepínicos (como os ansiolíticos, valium, lexotan etc.), e LSD.

O que são drogas psicotrópicas?
Em linguagem coloquial droga tem um significado de coisa ruim, sem qualidade. Na linguagem médica, droga é sinônimo de substancia que age no corpo alterando para melhor ou pior a função de um ou mais órgãos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento. O termo Droga teve origem na palavra droog (holandês antigo), que significa folha seca, isto porque antigamente quase todos os medicamentos eram feitos à base de vegetais. As chamadas drogas psicotrópicas atuam no cérebro (psico=mente, trópico=ter atração por), alterando a forma de sentir, pensar, perceber e comportar.

Quais os indicadores de jovens e crianças com maior risco de dependência?
Esta é uma das perguntas mais difíceis de responder, pois não é fácil separar o comportamento de um adolescente típico daquele que é produzido pelas drogas. Porém, a título de exemplificação, citaremos algumas observações que são fruto da experiência do tratamento de usuários de álcool e outras drogas, fornecendo sem alarde, o esclarecimento às famílias.
É importante relatar que, necessariamente, a ocorrência de quaisquer dessas alterações não quer dizer que o jovem seja um dependente, pois algumas delas poderão ser resultantes de algum distúrbio físico ou psicológico.

• Baixa tolerância a frustrações;
• Baixa auto-estima;
•Dificuldades de aceitar limites;
•Ausência de autoridade dos pais/professores ou responsáveis;

Como age a Cocaína no organismo?
A cocaína está presente em todas as partes do arbusto Erythroxylon coca originário da América do Sul. Durante muito tempo não teve problemas significativos de abuso, devido ao baixo teor de cocaína encontrado nas folhas e à baixa absorção da quantidade total disponível. A extração da cocaína tornou possível ter acesso a altas doses, especialmente por inalação (cheirar) e injeção intravenosa.
A cocaína aumenta a quantidade de dopamina no circuito de recompensa cerebral, causando um intenso prazer, bem-estar e euforia momentâneos e reforçando a ingestão de drogas.
O aumento da vivacidade e dos movimentos, os pensamentos alterados e a supressão do apetite também são efeitos da cocaína no SNC (sistema nervoso central) que envolvem outros neurotransmissores. A falta de apetite induzida pela cocaína pode provocar grande perda de peso e até desnutrição.
Numa dose exagerada (overdose) aparecem sintomas de irritabilidade, agressividade, delírios e alucinações. Pode ocorrer também aumento da temperatura e da pressão arterial, taquicardia e degeneração dos músculos esqueléticos. Este excesso pode levar até a morte, que ocorre por convulsões, falência do coração ou depressão do centro controlador de respiração.
Se a droga for usada pela via endovenosa ou respiratória os efeitos são quase imediatos. A aspiração também irrita a mucosa nasal e seu uso crônico pode determinar ferimentos nasais, tornando o dependente fungante e freqüentemente com hemorragias nasais.
O uso pela via endovenosa, além do risco de overdose, há também o perigo de infecção através d seringas contaminadas, principalmente com o vírus da AIDS, da hepatite e de outras doenças transmissíveis.

Como age a Nicotina no organismo?
A nicotina é a substancia psicotrópica da planta da espécie Nicotiana. tabacum. A nicotina é um veneno potente que pode causar a morte. A nicotina é considerada uma droga de passagem, que pode fazer com que alguns adolescentes se iniciem no uso abusivo do álcool, maconha e outras drogas. A nicotina afeta todos os principais sistemas do corpo, mas é usada principalmente pelos seus efeitos estimulantes sobre o sistema nervoso central (SNC). Os efeitos desejados da nicotina no SNC incluem prazer, aumento da vivacidade, criatividade, desempenho de tarefas, relaxamento, diminuição da ansiedade e do apetite.
A nicotina tem uma molécula estruturalmente parecida com a acetilcolina que é um neurotransmissor do próprio cérebro, isto faz com que ela se ligue a receptores de acetilcolina desencadeando estímulos que em última instancia vão liberar dopamina no circuito da recompensa, reforçando o seu próprio consumo, como outras drogas de abuso.
Pelo efeito das outras 4.719 substancias do tabaco (cigarro, cachimbo, charuto e fumo de corda), o fumante tem maior possibilidade de desenvolver Neoplasias ou cânceres de inúmeros órgãos como: boca, garganta, laringe, faringe traquéia, pulmão, esôfago, bexiga; aumento da chance de infarto, derrame, infertilidade, impotência.
O fumo também tem efeitos adversos em mulheres, bebês em desenvolvimento e crianças. Os bebês de fumantes são menores que os bêbes de não fumantes em todos os estágios de desenvolvimento, e são também freqüentemente mais prematuros que os bebês de não fumantes. Mulher fumante tem probabilidade de ter menopausa precoce, com maior risco de osteoporose.

domingo, 17 de junho de 2018