
"As estimativas apontam para mais de dois milhões de usuários de crack no País,
ou seja, mais de 1% da população. Número alarmante que preocupa a sociedade"
Por maior esforço que o governo faça para combater o crack, não colheremos
bons resultados sem a participação da sociedade. O flagelo que interrompe o sonho de
milhares de jovens e adoece famílias em 98% dos municípios brasileiros é um agudo
problema de saúde e de segurança pública e deve ser encarado como um desafio social.
O crack é uma droga poderosa, com potencial para viciar o usuário em
segundos. Causa lesões irreversíveis no cérebro dos dependentes, e a facilidade com que
é produzido e distribuído pelos traficantes torna o produto barato, massificando o
consumo e ampliando a tragédia, exposta nos dramáticos cenários das "cracolândias".
Estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) mostra que o crack leva um terço
de seus usuários à morte, ocasionada, em 85% dos casos, não pelo seu uso, mas por
situações violentas associadas ao consumo. Além de gerar violência, a promiscuidade
de usuários gera gravidez indesejada. Futuras mães, em grande parte adolescentes, sem
condições mínimas para a maternidade e com risco de diversos problemas à saúde do
recém nascido.
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